Frederico II O Grande e a Cavalaria

Com Frederico II a tática prevalece sobre a estratégia, pois todos os movimentos preparatórios e as ordens dos comandos tem por objetivo organizar com rapidez a ordem de batalha.

Frederico II foi um grande entusiasta das cargas de Cavalaria, ao ponto de proibir o uso de armas de fogo pela Cavalaria, obrigando os cavaleiros a carregar sempre, a toda velocidade, usando exclusivamente armas brancas.
A Cavalaria estava composta por Couraceiros, Dragões e Hussardos. Os Couraceiros eram assim chamados por usarem uma couraça para proteger o tronco, eram armados de pistola e espada. Os Hussardos eram originários da Hungria e foram no início uma espécie de milícia irregular, cuja criação data da Segunda metade do século XV, de acordo com uma ordenança que obrigava a um homem em cada vinte, a prestar o serviço militar. Se denominavam Hussardos por que no idioma húngaro “ huss ‘ significa vigésima e “ ar “ pago. Os Hussardos formavam a Cavalaria ligeira, armados com pistola e espada.
Um Regimento de Couraceiros tinha cinco esquadrões de duas companhias de 70 homens cada uma. Cada regimento era constituído por 37 oficiais em comando, 70 oficiais comissionados e 12 trombetas. Os Dragões estavam organizados da mesma forma. Os Regimentos de Hussardos tinham dez esquadrões, mas estes eram menores que os de Couraceiros. Havia em cada Regimento de Hussardos 51 oficiais , 110 suboficiais e oficiais comissionados e 1200 soldados.
O General Seydlitz foi a alma da ressurreição da Cavalaria no século XVIII, fez dela uma Arma manobreira e ágil, adestrando-a em evoluções por esquadrões, regimentos e até divisões completas, facilitando assim o ataque de surpresa sobre o inimigo, no ponto mais fraco de suas linhas. A carga se iniciava ao trote e era efetuada ao galope.

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