A Cavalaria na Suécia

Durante o século XVII, a maior parte dos exércitos europeus se utilizaram dos avanços científicos e sua aplicação na guerra. Como conseqüência lógica, apareceram nessa época inúmeras inovações táticas e houve uma significativa elevação do adestramento.

Este século produziu uma das figuras militares mais importantes do mundo, o rei Gustavo Adolfo da Suécia, um dos “ Grandes Capitães “ da história. Apoiado na pujança e vigor de seu reino, particularmente na produção industrial e agrícola e na exportação de armamentos, Gustavo Adolfo modernizou seu exército, principalmente a sua Cavalaria.
Reorganizou a Cavalaria, substituindo sua forma de combater, a base de ataques de cavaleiros armados com pistolas em carga a galope, empregando o sabre como arma principal e a pistola como secundária ao chegar às fileiras inimigas.
Novamente se voltou a fazer o emprego adequado da potência de choque e da velocidade, com isto, cumprindo dupla função tática: limpar o terreno para o avanço da infantaria e o choque decisivo no combate.
A Cavalaria de Gustavo Adolfo estava composta por Couraceiros armados com pistola e sabre e de Dragões, que eram mosqueteiros montados.
Uma das principais batalhas, onde a cavalaria foi decisiva, foi a de Breintenfield, na qual o próprio Gustavo Adolfo, no comando de 4 regimentos de cavalaria, dirigiu uma grande carga sobre a artilharia imperial alemã; uma vez capturada esta, manobrou e caiu sobre o flanco oeste do grosso do exército imperial, de Johann, conde de Telly. Apesar das forças alemãs haverem combatido bravamente, foram finalmente derrotadas e perseguidas pela cavalaria sueca.
Podemos dizer que Gustavo Adolfo foi o fundador da moderna escola tática, baseada na manobra. Seus triunfos se deveram principalmente ao grande treinamento que tinham suas tropas para carregar com velocidade e intrepidez.
Tão logo a primeira linha se chocava com o inimigo, disparavam suas pistolas e , em seguida, sabre em punho, rompiam a resistência inimiga. A segunda e terceira linhas reservavam seu fogo para quando as linhas inimigas fossem rompidas.
A introdução do choque violento na tática da cavalaria foi um grande progresso. Gustavo Adolfo, ao combinar o peso e a velocidade do cavalo com o armamento e a aplicação de massa de ruptura, colocou a cavalaria em seu verdadeiro papel.
Desde os tempos de Alexandre e Aníbal a cavalaria não tinha voltado ao seu verdadeiro papel no campo de batalha.

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