Cavalaria Mongol

Pelas característica do terreno onde vivia, os mongóis foram uma nação de cavaleiros. A luta pela sobrevivência em lugares inóspitos, de clima rigoroso, fez dos mongóis uma raça forte e curtida, que sobrevivia tendo que deslocar-se continuamente através de desertos para encontrar melhores pastos para dar de comer a sua gente e a seu gado.

O principal caudilho e o mais famoso mongol foi Gengis Kan, chamado por seu pai de Temuchin, era um homem forte, valente e bravo, com uma grande habilidade para conseguir amigos e seguidores, mesmo entre os que antes haviam sido seus inimigos. Contrariamente ao costume daqueles tempos, de destruir o adversário, ele se caracterizou por reuni-los debaixo de suas bandeiras, dando-lhes a oportunidade de serem seus súditos. O resultado dessas medidas foi o apoio unanime às suas ordens e a criação de uma fraternidade indissolúvel, na qual se estabeleceu leis para a defesa do indivíduo.
Os chefes ou caudilhos das tribos eram os comandantes dos “ Toumans”, cujos efetivos eram de aproximadamente 10.000 homens e constituíam a unidade mais forte do exército.
Para os abastecimentos, principalmente de forragens, se designava área de pastos para cada tribo, as quais estavam numeradas por tendas de campanha. Os chefes das tribos eram os responsáveis por manter em pé de guerra os seus homens, para que no momento em que fossem chamados, pudessem acudir de imediato. Os comandantes de exércitos eram chamados de “ Orloks “, e normalmente eram em número de onze.
Seu armamento, suas roupas e armaduras eram dos tipos mais diversos. Depois de algumas campanhas e com a experiência obtida, foram adaptadas as armas que mais se adaptassem ao tipo de combate que iriam realizar. O armamento mais comumente utilizado eram os arcos e flechas para distancias variadas e para serem disparados a pé ou a cavalo, uma lança com gancho e uma cimitarra de ponta extremamente aguda.
Eles se cobriam com peles de carneiro e armaduras de couro, que ao serem trabalhadas ao fogo davam uma sólida proteção para o corpo. Além do armamento já descrito, utilizavam sempre um pequeno machado preso à uma cinta de couro na cintura e um laço, para ser utilizado com sua montaria, para laçar inimigos ou para arrastar equipamentos diversos.
Como as campanhas que realizavam duravam muito tempo, levavam tudo o que fosse necessário para manter em condições de uso o seu armamento, vestuário e arreamentos.
Quando realizavam um deslocamento, adotavam um dispositivo que lhes proporcionasse segurança e que permitisse que todas as unidades permanecessem dentro de uma distancia de apoio, para evitar surpresa. A força que deslocava-se à frente da vanguarda era constituída por exploradores, que operavam aos pares, e tinha um efetivo aproximado de 200 cavaleiros. À retaguarda dessa força de exploração, como vanguarda, deslocavam-se três Toumans, de cerca de 30.000 cavaleiros, bem montados e com um cavalo de reserva para cada homens. O grosso do exército estava constituído por 160.000 homens, cuja unidade central era comandada pelo próprio Gengis Khan, com um efetivo aproximado de 100.000 cavaleiros. Seu estandarte pessoal constituía-se de nove caudas brancas de yak.
Seu sistema de comunicações era baseado nos “ homens dardos “, que ligavam as diferentes unidades a grandes velocidades, para o que recebiam treinamento especial, gozando de muitas regalias.
A tática mongol foi muito simples e baseada na surpresa. Realizavam grandes deslocamentos de dia e de noite, com precisa coordenação. Faziam convergir suas grandes unidades para os objetivos fixados. O ataque era apoiado por ações nos flancos do inimigo, procurando envolve-lo e impedir a sua fuga.
Utilizavam como meios de coordenação e controle, além dos ‘homens dardo”, bandeiras durante o dia e lanternas durante a noite. Os comandantes de unidades tinham uma grande liberdade de manobra, realizando suas operações de acordo com seus respectivos critérios.
Desta forma percorreram o longo caminho desde o Tibete até o Golfo Pérsico, sob as ordens de Gengis Khan. Posteriormente, seus descendentes chegaram até o Mar Adriático e à Polônia. Sob o comando de Kublai Khan, neto de Gengis Khan, os mongois atingiram a máxima expansão de seus limites.

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