Cavalaria Romana

A introdução da Cavalaria em Roma realizou-se mais tarde do que em outros países. Os romanos usavam o cavalo somente para o transporte de sua infantaria, evitando a fadiga de seus soldados, além de proporcionar maior velocidade em seus deslocamentos.

No princípio, a Cavalaria foi utilizada para missões de reconhecimento e perseguição, mas não participava das formações da legião, e os cavaleiros, na maior parte das vezes, combatiam a pé.
Também os romanos, posteriormente, recrutaram a sua Cavalaria entre as classes mais altas de sua sociedade. Os cavaleiros gozavam de grandes privilégios. Provavelmente aqui nasceu o prestígio que por muitos séculos se concedeu a quem servia na Cavalaria. No exército romano os oficiais de Cavalaria eram colocados em posição de maior consideração que outros de mesmo posto em outras atividades.
Na Cavalaria romana o équites, como os outros componentes do exército, estava organizado em múltiplos de dez. A turma foi a unidade tática e era composta de três decúrias , de dez homens cada uma. A decúria era comandada por um decurião e a turma por um decurião senior. Um decurião de cavalaria que comandava dez homens, tinha igual categoria que um centurião de infantaria, que comandava cem homens. Além dos três decuriões de cada turma, havia três oficiais de grau inferior. Cada turma possuía também uma insígnia ou bandeira, parecida com os símbolos atuais.
A cada legião eram agregadas dez turmas de Cavalaria, uma por cohorte. A proporção de Cavalaria e infantaria na Legião era de 1 : 10. Quando se agrupavam dezesseis turma em uma só unidade, formavam um corpo independente chamado ala, o qual era comandado por um prefeito.

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