Cavalaria Egípcia

Parece que o Egito foi o berço do cavalo como arma de guerra e por conseqüência, da Cavalaria como Arma.
Os egípcios, para reconquistar sua independência aos hicksos, que os haviam subjugados por volta do ano 1730 A.C., desenvolveram a criação de eqüinos e começaram a construir carros de guerra.

A ocupação do Egito pelos hicksos durou cerca de 250 anos; mas sua influência marcou profundamente os egípcios, e foi a causa do Egito vir a tornar-se uma grande potência militar.
O guerreiro de Cavalaria se chamava “ Tent-heteri”, tropa especial, considerado o primeiro soldado profissional de seu país.
O adestramento nos carros de guerra e com os cavalos era muito rigoroso e avançado.
O custo da manutenção, equipamentos e armamentos dos carros de guerra, tanto ofensivos como defensivos, eram custeados pelo guerreiro. Por este motivo, somente os mais abastados podiam formar na Cavalaria egípcia.
O exército egípcio foi crescendo lentamente, afirmando sua hegemonia. Foi TUTMOSIS III quem o conduziu em várias campanhas, sendo a mais conhecida a batalha de MEGGIDO, onde, depois de haver percorrido 25 Km diários com seu exército de 30.000 homens, atacou o rei de Kadesh, derrotando-o nas planícies próximas do monte Carmel. TUTMOSIS III encabeçou pessoalmente a carga dos carros de guerra, infligindo grande derrota ao exército adversário. Após a batalha, os egípcios se dedicaram a saquear a cidade de Kadesh, em lugar de efetuar a perseguição dos remanescentes do exército vencido, permitindo que o rei inimigo escapasse.
Ao realizar estes deslocamentos com grandes efetivos, surgiram de imediato os problemas logísticos, principalmente os relacionados com a alimentação dos homens e dos animais. Os planejamentos das operações tinham de considerar a época em os pastos estariam em condições de alimentar os animais durante os deslocamentos do exército, assim como a época em que o terreno estivesse suficientemente seco para que os cavalos e os carros de guerra pudessem manobrar sem dificuldades.
Como a reprodução dos eqüinos era lenta e escassos os animais aptos ao serviço na cavalaria, os egípcios passaram a impor como tributo principal nas suas guerras o cavalo, a fim de solucionar essa deficiência.
O guerreiro de cavalaria egípcio tinha como armamento ofensivo o arco e flecha, a lança e os dardos. Os carros de guerra egípcios operavam como uma unidade, atacando em massa, pressionando o inimigo, sem permitir que seus carros fossem desbordados ou cercados. Estas unidades eram constituídas por 50 carros de guerra, comandados por um oficial.
No princípio, o carro de guerra egípcio era um veículo ligeiro, tracionado por dois cavalos, tornando-se mais tarde pesado e lento. A manutenção desses veículos era realizada ao longo de suas vias de comunicações, onde eram estabelecidos vários depósitos com rações e oficinas para sanar avarias.
Durante o combate, os guerreiros egípcios se especializaram em disparar suas armas dos carros de guerra com os cavalos a galope. No início os guerreiros se protegiam apenas com um escudo. Com o passar dos tempos, e com o emprego de guerreiros armados de arco e flecha nos carros de guerra, que tinham necessidade de utilizar as duas mãos para manejarem essa arma, os guerreiros da cavalaria passaram a utilizar malhas de ferro e elmos para defenderem-se.
Os Hititas foram o povo que teve a maior importância dentro do sistema militar da época. De origem indoeuropéia e, proveniente do Cáucaso, vieram a estabelecer sua capital em Hattusas. O emprego do cavalo como arma de guerra foi de capital importância para esse povo, que havia aprendido com os Mitarios, os conhecimentos básicos da arte da doma e do adestramento do cavalo.
Alguns dos textos mais antigos sobre hipologia foram elaborados pelos Hititas. Um tratado de veterinária prático e um regulamento de doma de cavalos de tração para os carros de guerra foram encontrado nas ruínas de Ugarit .
O carro de guerra dos hititas era um veículo muito ligeiro, mesmo conduzindo três guerreiros. Empregavam ao máximo a surpresa, principalmente em ataques noturnos, convertendo suas unidades de carros em fator decisivo na batalha. Os guerreiros que integravam as unidades de carro de guerra pertenciam à aristocracia, já que para ingressar nestas forças deviam custear todo o veículo, assim como a alimentação dos animais. Os comandantes das unidades de carros de guerra eram permanentes e seus cargos hereditários.
Os hititas empregavam cavalos arianos, do tipo eumétrico, que haviam proliferado extraordinariamente nos pastos da Cilicia, região da Turquia asiática, ao sudeste da Anatólia.
Nas batalhas travadas entre hititas e egípcios, principalmente na de Kadesh, foram empregadas pequenas unidades de guerreiros montados a cavalo, que atuaram em apoio às unidades de carros de guerra, a principal força de combate daqueles exércitos. Normalmente, até esta batalha, os guerreiros só montavam nos cavalos quando o carro de guerra era destruído, e seus ocupantes, para fugir, utilizavam os animais para rapidamente afastarem-se do combate.
Aos deslocarem-se os povos em suas migrações, levando suas manadas de cavalos, começaram a realizar a doma desses animais e a praticar a montaria individual . A estas ações uniram-se o desejo de aumentar a potência e velocidade de suas marchas, de efetuar rápidos ataques contra os flancos e retaguarda dos inimigos, assim como perseguí-lo, acossa-lo e destruí-lo quando estivesse derrotado.
Ao verem medidas darem resultados positivos, além de serem mais baratos que os carros de guerra, se criou a necessidade de adestrar os guerreiros a cavalo, nascendo assim a arte da equitação militar e, consequentemente a Cavalaria.

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