Uma Canção da Cavalaria

Letra: Maj Otávio Mariate

Nós, guapos cavalarianos,
Somos marchando ufanos,
Na vanguarada a lutar,
Colhendo informações,
Pra dar aos outros escalões,
E, se o inimigo então vemos,
Fixar fá-lo-emos,
E, às vezes, recuar,
Até que chegue a Infantaria,
Que guardamos de dia,
Para a noite nos guardar!

Estribilho
Se o inimigo, em debandada,
Sente a derrota amaragada,
Engalopada,
Damos-lhe carga!
Nossa espada relapeja,
Como fuzilaria,
Na iminência da peleja.
Viva a audaz Cavalaria.

O nossso cavalo amigo,
Nunca teme o perigo,
Pois, só que avançar
Firme, sutil
E muito ardil
Para o inimigo esmagar!
No encarniçado entrevero,
Em que o desespero
Do inimigo se nota,
No corcel temos confiança
E, manejando a lança ,
Causamos-lhe a derrota.

Estribilho

Quando a nossa Artilharia,
Seus tiros irradia
Às hostis posições,
Qual réptil,
Com seu fuzil,
Ao forte ronco dos canhões,
Avança o infante temido
Para o assalto atrevido,
Com denodo e valor,
E a Cavalaria se atira,
Se o inimigo retira,
Cheio de ânsia e pavor.”

CRUZ, Otávio de Oliveira. Estrelas. 1937.