SER DE CAVALARIA …

SER DE CAVALARIA – é mais que um privilégio. Quem não souber medir a verdadeira extensão desta responsabilidade e que não for capaz de amá-la arrebatadamente, meia volta. Só assim não virá a ser um pigmeu entre gigantes!
SER DE CAVALARIA – não é ser melhor nem pior do que quem quer que seja, como já é clássico afirmar. Mas é ser diferente. Diferente com espontaneidade e sem arrogância, com discrição e sem maldade. Diferente de tudo que possa refletir os extraordinários lampejos do coruscante Espírito da Arma.
SER DE CAVALARIA – é ter vocação para a busca do infinito e familiaridade com os influxos do Eterno. Pela glória, o cavalariano peleja, se supera e se sacrifica até chegar, pelo menos, a vizinhança do infinito. Pela tradição ele se molda, se robustece, age e reage, sob a inspiração da perpetuidade – o fundamento existencial da Arma.
SER DE CAVALARIA – é perseguir um ideal que não se ofusca, que não se quebra, que não se abate ao rigor e aos latejos sobre ele acometem, desabam, rusgam, rebentam, com rebencadas raivosas, com acessos de ira incontrolável, de tempos em tempos – que importa ao sol as negras, densas e sinistras nuvens de tormenta ?
SER DE CAVALARIA – é ser da astúcia enamorado; da bravura, amante; da audácia, apaixonado; da iniciativa, servo. É fazer do perigo a sublime loucura que, em infrene galopada, conduz as raias luminosas do heroísmo
SER DE CAVALARIA – é fazer da renúncia um credo e da resignação um apostolado. A renúncia é a inesgotável fonte de energia que mantém acesa a chama interior do cavalariano e que o identifica a sua vida, sem outras recompensas além daquelas que lhe são proporcionadas pela serena certeza de vivê-las pela sua alma, para transmudar espinhos em flores e para vencer o vírus do desestímulo que lhe é inoculado pela incompreensão culposa de sua valia e pelo cortejo de louros, de êxitos e de recompensas que lhe são circunjacentas, mas lhe são negadas.
SER DE CAVALARIA – é amar com exaltação o cavalo, num misto sentimento de amizade e de reconhecimento; pela sua capacidade de pagar com afeto, o afeto que lhe é dedicado; pela natureza de sua cooperação para as glórias imorredouras da Arma.
SER DE CAVALARIA – é amar os blindados e sentir que neles também pulsa um coração cavalariano, que a eles caberá nos conduzir na guerra moderna, impulsionado pela chama imortal que arde em nossas entranhas.
SER DE CAVALARIA – é ao mesmo tempo, ser monarca e ser escravo. Monarca dos espaços livres e profundos, de ínvias e ásperas veredas, nas quais, a despeito das fantasias modernistas, a Arma de mobilidade tática por excelência tem seu habitáculo, transforma-se em fantasma e adquire o mágico poder de legenda. Escravo do penoso tributo a ela imposto, só comparável à beleza de suas missões clássicas antes, durante e depois da batalha em holocausto à vitória final.
SER DE CAVALARIA – é, antes do mais nada e apesar de tudo, nascer, viver e morrer SEMPRE DE CAVALARIA!

(Texto de autoria do Ten Cel Cav LUIS FELIPE DE AZAMBUJA)

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Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque

Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (1885 – 1959) José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu em 12 de setembro de 1885, no município de Cabaceiras-PB. Ingressou no Exército como aluno da Escola Prática do Realengo em 1903. Militar de conduta ilibada, desde o início da carreira destacou-se pela energia realizadora que possuía. Estando realizando curso …

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